Mandarim é a língua oficial da China

Ciente de que a China vem se tornando a nova potência mundial, Dagmar Luz de Andrade, proprietária e diretora da escola de idiomas Speaking Centro de Cultura Americana, acaba de abrir o primeiro curso de mandarim do Estado de Minas Gerais. Considerado o dialeto oficial daquele país, o mandarim está sendo a nova opção de língua estrangeira a ser inserida nos currículos de pequenos e grandes empresários.

"A China era dividida em três regiões: em Hong Kong falava-se inglês, em Taiwan falava-se mandarim e na China falava de tudo, vários dialetos. Como hoje a China é unificada, a língua que se tornou oficial é o mandarim", conta Dagmar, que explicou que o tradicional "chinês", usado popularmente, refere-se à língua cantonês. "Cantonês é o mais falado, mas não se assemelha em nada com o mandarim.Apenas 20% dos chineses falam inglês."

Em seu nono ano de existência, a Speaking já oferece os cursos de inglês, francês, espanhol e alemão. "Acompanhando os noticiários, percebemos o crescimento do mercado chinês. Muitas empresas como a Embraer, a Siemens e a Mahle estão abrindo firmas lá e isso refletiu no aumento pela procura. Quando liguei para o Centro de Cultura Chinesa do Rio de Janeiro, me disseram que eles estavam sem professor tamanha era a procura. Não pensei muito e resolvi abrir aqui também", disse Dagmar.

Com duas semanas de início, o curso, que ainda está em fase experimental, já conta com duas turmas de 9 alunos e não tem mais vagas. "Nós oferecemos seis meses de curso gratuito aos alunos e professores do Speaking para analisarmos todos os ajustes. Estamos fazendo, por exemplo, um treinamento com a professora para que ela perceba nosso sistema de conversação e possa ligar o português e o mandarim com mais facilidade, porque é tudo muito diferente, o alfabeto, a pronúncia. Tanto que nem temos noção do tempo de duração do curso, nem onde termina e começa o básico, o intermediário, por exemplo", narra a proprietária.

Sheng, a professora era uma dona de casa que morava em São José dos Campos com a família e há tempos não conseguia emprego. Dagmar conta que através do Centro de Cultura Chinesa obteve o endereço de Sheng e foi convidá-la a lecionar em Itajubá. "Ela não entendia muito bem o português da minha procura. Não entendiam porque os brasileiros queriam aprender mandarim. Depois viu que era sério, que tinha público e aceitou melhor. Hoje ela mora com a família aqui em Itajubá e está sendo muito interessante essa troca de cultura", afirma Dagmar. A Speaking também oferece moradia a seus professores.

Para a analista de controladoria da Mahle e também aluna do curso, Alexandra Aparecida da Costa, a abertura do curso é uma oportunidade de estar melhorando o contato com aquele país. "Achei fantástico, porque na empresa onde trabalho estamos abrindo unidades na China e o contato que vamos ter com os chineses é muito grande. Além do que, estudos recentes comprovam, que daqui há 10 anos a China vai dominar o mundo e eu não quero ficar atrás", afirma ela. Alexandra já faz alemão e considera que a língua não é tão difícil assim. "Percebi que é uma forma muito simples de comunicação. A maioria das palavras são pequenos vocábulos, na maioria um só. A gente pergunta, ela escreve o pictógrafo e mostra como se pronuncia. Ela está se esforçando bastante para passar tudo para a gente", conta a aluna.

Para Dagmar, o município está voltado para um futuro mais do que brilhante. "Viver no dia-a-dia com universitários, que são pessoas inteligentes e procurando um futuro brilhante, o mandarim veio completar este futuro. Mas é preciso disciplina e persistência, não basta apenas o interesse. Porque é uma língua que vai precisar de muita dedicação e vontade de sair na frente". A cidade conta atualmente com 26 escolas de idiomas.

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